Meus sinceros agradecimentos a um antigo aluno meu chamado Carlos que, descendente de Croatas, me recomendou a visita a esse pais. Um grande abraco para ele.

Quando fomos a Zagreb, nao esperavamos encontrar uma cidade tao maravilhosa e acolhedora. Nos surpreendeu muito a atencao que o povo croata reserva aos seus turistas.

Tudo o que perguntamos, nos foi respondido, em italiano ou em ingles, ou em qualquer outra lingua. E um povo poliglota. Aprenderam isso depois de tantas invasoes e, especialmente, aprenderam a conviver com as diferencas.

Um povo simples e absolutamente normal. Isso e confortante e dessa forma adoramos estar em Zagreb.

Seria muito injusto com Budapeste se nao comentassemos o nosso ultimo dia nessa cidade.

Recortada do resto da Metropole, a parte historica de Budapeste alem de ser lindissima, e reservada aos turistas. Como no Rio de Janeiro. Na verdade, nos sentimos em Budapeste como os turistas se sentem no Brasil. Perdidos, ameacados, e o tempo todo com alguem querendo passar a gente para tras. Sem duvida alguma, quando voltarmos ao Brasil, trataremos os turistas com a compreensao que gostariamos que tivessem conosco.

Aqui vao algumas fotos Lindas de mais uma licao nas nossas vidas.

A viagem para Budapeste ja comecou errada quando perdemos o trem na estacao por um minuto. Vimos ele indo embora. O dinheiro nao foi jogado fora, porque a passagem era em aberto, mas ficamos esperando bem umas duas horas pelo proximo, que tb quase foi perdido por ignorancia mesmo.
A cidade, parece que ainda esta em construcao. O albergue em que acabamos indo fica numa especie de suburbio que, por incrivel que pareca, e no centro.

Aqui, os predios mais historicos dao lugar a sedes de grandes empresas. E muito esquisito.
A Hungria e o pais dos ciganos. Aqui eles nasceram, se criaram, e agora, dao a volta nos outros.
Diferentemente do Brasil, em Budapeste eles estao disfarcados de pessoas normais, e nao vestidos com aquelas saias rodadas em tons rosas bebes. E uma sensacao horrorosa, focar se desviando e tentando, o melhor possivel, nao ser enganado. Mas sao muitos espertos. Como nao falamos a lingua deles, eles finjem nao falar ingles, e querem nos vender as coisas mais caro. Leo ontem, comprou cigarro em euro duas vezes mais caro do que deveria. Em reais, saiu por oito. Torturante.
No mais, a cidade e bonita, mas nao vale a visita. Sinceramente.

Como no Rio, somente os locais destinados aos turistas sao bem conservados. Diferentemente de Viena, onde os vienenses faziam cooper, e usavam de fato os locais turisticos, em Budapeste os hungaros usam para mendigar e assaltar.

Na beira do rio Danubio, do lado do Parlamento, com o Castelo ao fundo. Deixei uma turista japa alegrinha me fotografar, porque nao sou boba de dar minha camera prum cigano budapestense filho da puta.
Zagreb, ai vamos nos. Budapeste, nunca mais.

Fomos para Viena a partir de Praga, de onibus. A chegada na cidade foi um pouco aterrorizante, porque era feriado, e todos os balcoes de Informacoes estavam fechados, o que nos levou a ficar perambulando em alemao, sem conseguir encontrar um lugar para descansar os ossos. O Hostel veio a partir, claro, de alguma das boas almas que nos ajudaram nessa viagem.

O que foi aterrorizante no principio, só nos surpreendeu depois. A cidade e extremamente organizada. E enorme, para os que gostam de falar que a Europa so e irreprimivel nesse conceito por ter cidades pequenas. Metro, trem, onibus, tram, tudo funciona perfeitamente, muitissimo bem interligado. As coidas, preferimos nao experimentar muito. Em primeiro lugar, por ser tudo em Euro, claro, e custar o olho da cara. Em segundo, por ser na maioria gordurosissima e de carne de porco. Nossos intestinos ja nao suportam mais esses reverterios.

A grande chave de ouro foi o Palacio Schonbrun. Enorme, e LINDO.

Cada um com sua diversao

No Prater. Eu e Leo fomos num brinquedo que chegava a 120 Km por hora. Iradoooo. Vimos Viena de muito, MUITO alto. Claro que foi minha a ideia de ir, como a foto pode mostrar. rsrsrsrsr

Depois eu e Mamae fomos em um que deixou minhas pernas bambas de tao rapido.

Indo pro Palacio de Schonbrun, que fechou com chave de ouro a visita a Viena.

Bicicleta pra alugar para diminuir o engarrafamento. Da certo em Viena. A ciclovia esta em todo lugar e e muito respeitada. Levamos vaaaarios esporros por estar andando nela.

Palacio de Schonbrun, Isso e so o comeco.

Na segunda, fomos na Botanica Zahrada, perto de um lugar em Praga que já tinhamos ido tres vezes antes, mas que sempre chovia, coisa normal aqui, e que ninguem, portanto, muda as suas vidas, menos a gente, e nao haviamos ainda ido.

Esses ultimos dias passamos em Kutna Hora, cidade a mais ou menos uma hora de Praga. Lá, visitamos o ossuario de Sedlec, uma igreja toda ornamentada com ossos humanos de varios seculos passados. Amanha de tarde vamos partir de onibus para Viena. Inacreditavelmente, onibus é mais rapido e mais barato que trem. Nao sei porque.


Igreja de Santa Bárbara


Mamae no Ossuario de Sedlec


Cemiterio da Igreja de Sedlec

Hoje, em Praga. Amanha, em Křivoklát.

A cidade mais bonita que vi até agora. Quando se está nas ruas, mal dá para ver o horizonte. As casas crescem literalmente para cima, tapando a visao, entao parece que é facil se perder. Que nada. É tao pequena, que vc nao consegue ficar perdido por mais de cinco minutos. Cada ruela escondida acaba dando de encontro ao rio Vltava, que tb está aqui. É um astral bem mais gostoso de todas as outras, e os tres dias que passamos lá foram de tranquilidade pura e muita sopa de cogumelo.

Mamae no oco da arvore.

Agata fazendo pirraca na Zahrada do rei

Telhados Irregulares

E os ursos do fosso do castelo:

Cesky Krumlov a noite, para uma despedida mais bonita.

Já quero voltar.

Pegamos outro trem para Cesky Budejovice, e de lá, outro para Cesky Krumlov. O primeiro foi, de longe, o melhor de todos.
Chegamos atrasados, e tivemos que correr para pegar o trem ainda na estacao. Chegamos dois minutos antes dele partir, e nos malocamos na primeira cabine com uma unica pessoa que vimos pela frente. A garota, parecia uma mumia. So olhava para frente, de cara amarrada. Enquanto ríamos da cara dela, entrou o fiscal do trem, que nos disse, em tcheco, ingles, portugues e russo, que aquilo era primeira classe, e que a garota tinha pagado pra viajar sozinha.
Ok, ok. Por causa da Agata, conseguimos uma cabine so pra gente, e nao pagamos mais por isso.
Há, há, há.

De patråo

Logo depois desse despojo todo, dois policiais abriram a porta, que estava trancada e cortinadas, e fizeram o Léo pular de susto. Pediram os passaportes, e rolou um clima de tensao. Nada demais, eram até legais, mas depois disso, o garoto entrou nos eixos e sentou reto, duro, perguntando o porque deles precisarem estar vestidos de preto. Mamae disse que queria levar um policial desses lá pra casa.

Fomos de trem para Mariánské Lázne, cidade onde mamis escolheu para vir ao mundo.

A cidade é pequena, basicamente uma rua só, mas é linda, tem jardins enormes, um clima bem proprio para o titulo de cidade Spa que ela recebeu. Segundo mamae, Marianské foi, no passado, cidade refugio dos reis e de suas amantes, para descansar. Agora, sao os magnatas, e suas respectivas, que colabaram para a industria de turismo do local.

Em Marianské Lazne, encontramos uma profusao muito maior de águas para beber. Algumas boas:

Outras ruins.

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Léo desrespeitou alguns monumentos, e mamae quis deixar claro que nao estava vendo.

Mas depois acabou se amarrando nas águas de Marianske, disse até que dava onda. Os dois beberam horrores.

Com a chuva, arranjamos uma capa de chuva tcheca, e a Agata acabou a mais quentinha de todos nós.

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