Os Tchecos, para mim, afinal, såo como os brasileiros. Apenas o churrasco é que é diferente.

Jonaš improvisou, a partir de um daqueles conteiners de lixo, uma churrasqueira, e lá assaram pernis e peixe.

A carne, simplesmente deliciosa de ambos. O peixe, namorado, claro, era de rio. Matouš me disse que, na Republica Tcheca, para se pescar nos rios, precisa-se de passe, e que ele é dado mediante um teste. Quase uma prova pra tirar arraes amador.

Voltando ao churrasco:
Abertura com uma sopa de galinha e macarrozinho e depois a carne. O churrasqueiro, pasmem, era formado em faculdade de Culinaria. Rolou espetinhos de linguica com milho, pepino, tomate e berinjela assados, picles, e no fim, uma sobremesa de strudel e outros bolos.
Culinaria maravilhosa, mas tb até a Agata está se acostumando a pimenta daqui.
Em determinado momento, os tchecos, como os brasileiros, comecaram a jogar o jogo deles. Era a Petanka. O esquema era jogar a bola de prata grande mais perto de uma pedrinha vermelha. O que chegasse mais perto, ganhava. Eu e Leo jogamos. Eu terminei, inacreditavelmente,, em penultimo lugar. Léo, terminou em segundo, jogando com mais seis pessoas, isolando as bolas dos outros, na maldade, para beeeem longe da pedrinha vermelha. É o jeitinho brasileiro. Esses na foto sao Matouš, agachado, e Jonaš.

Do Léo, afinal de contas, esse foi o unico momento de glória. Comeu as quatro ou cinco ou seis horas que durou o churrasco, porque nao conseguiu falar com ninguem. Só se comunicou com um bebe que andou por lá.

Mamae, tagareleu em tcheco com todo mundo, e acabou descobrindo que os tchecos tb assaltam a mao armada, e outros detalhes que ela só lembra de nos contar de seis em seis anos, quase como uma aurora boreal. Eu, conversei tanto em ingles com os poucos que falavam ingles, que tive até o desprazer de entender, em tcheco, que um guri me chamou de faladeira. E Agata, por sua vez, deu ordens em Agates para um bebe tcheco.

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