Voltamos de Veneza para Praga num trem noturno. Melhor viagem ate o momento.

De Praga, resolvemos pegar o resto do dinheiro e ir curtir Amsterdan. Nao sei aonde foi o nosso erro, mas achamos que uma viagenzinha para Amsterdan seria como ir na praça da esquina. Saimos quase com a roupa do corpo, sem auga e comida para uma viagem que, na nossa imaginacao duraria cinco horas, mas que na verdade nos prendeu nada mais nada menos que dezesseis horas em um onibus que, diferente dos moldes brasileiros, nao parava. Dois motoristas se revezaram e foram sem sair de cima ate Amsterdan.

Insuportavel. Quando amanheceu, achamos que ja era  a cidade, mas ainda era Frankfurt. O saldo final foi um tempo menor em Amsterdan do que desejávamos, mas foi maravilhoso. A cidade tem um astral unico, que nao encontramos em nenhuma outra. A legalização da maconha ultrapassou as expectativas, e o distrito Red Light, que o Leo explorou acanhado no começo, da inveja em qualquer traveco da Lapa. Rodamos todas as ruas, durante quase toda a noite.

Distrito Red Light. Leo me fez percorrer ruela por ruela, jah que nao tinha companhia, ate decorar o caminho das putas. Lili pode ficar calma, porque o garoto e tao ze ruela que ficava com vergonha de olhar. Quando se acostumou, ficava impressionado quando elas piscavam para ele.

Nao se pode tirar fotos das putas, mas elas nao ficam peladas, meio que de biquini e fantasias, numa portinha toda preparada especialmente para a amostragem. Tem de tudo. De mulheres que nem se desconfia à rua das mulheres cavalonas, que temos certeza que era a rua das brasileiras.

Tchau tchau amsterdan. Demoro nada, ja to voltando.