A Croácia pode parecer um lugar remoto, inóspito, que lembra guerra, mas não é bem assim. O país foi um campo de batalha na época em que a antiga Iugoslávia se despedaçou em várias nações. Mas hoje é um lugar tranqüilo, de lindas praias, parques exuberantes, pessoas bonitas e simpáticas, bons vinhos e mais barato que a maioria dos países da Europa Ocidental. E não fica tão longe: está de frente para Itália, apenas com o mar Adriático ao meio para dar o tom azul às águas que no lado italiano banham a riviera de Fano e, do lado croata, servem de fundo para praias e ilhas de mata verde e pedras brancas.

O nosso roteiro, que se inicia pela capital, Zagreb, segue para Split, e depois Dubrovnick, chamada de Pérola do Adriático. Em Split, se o preço estiver em conta, passamos alguns dias em uma das ilhas locais. Os hostels no país são mais baratos que no resto do nosso roteiro, girando em média de 13 Euros. Segue o mapa das cidades.

Link também do Viaje Aqui, que fala sobre a Croácia, a Riviera da vez.

História

A região pertencia ao Império romano até a invasão dos eslavos no séc. VI. Em 1102, o rei da Hungria foi reconhecido como rei dos croatas, mas no séc. XVI parte do país caiu nas mãos dos otomanos. Em 1918, a Croácia aderiu ao Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, mas os croatas se opuseram ao centralismo sérvio.

Em 1929, foi criada a sociedade secreta dos ustachis, que fez assassinar Alexandre I em Marselha, em 1934. Entre 1941 e 1945, a Croácia foi governada pelo líder ustachi Ante Pavelitch, que praticou violências contra a minoria sérvia.

Em 1945, o país aderiu à Iugoslávia por pressão dos Aliados. O marechal Tito, nascido na Croácia, soube conter o ímpeto secessionista de seu país, que não se sentiu prejudicado durante seu governo. Após a morte de Tito recomeçaram as surdas hostilidades entre a Croácia e a Sérvia, até as primeiras eleições livres em 1990, que deram a vitória a Franjo Tudjman.

Em 1991, foi proclamada a independência da Croácia, imediatamente reconhecida pela comunidade internacional. Seguiram-se violentos combates entre os sérvios e croatas na região de Krajina e na Eslavônia, com derrota croata e ocupação sérvia. Em 1995, as forças croatas recuperam Krajina. No final daquele ano, foi assinado acordo com a Bósnia e a Sérvia para pôr fim ao sangrento conflito que há três anos vinha acontecendo na Bósnia.

 

Religião: Croácia tb tem uma Nossa Senhora

Aparecem referências ao lugar chamado “Bistrica” na Croácia, em documentos escritos no ano de 1209. Trata-se de um pitoresco vale situado em Hrvatsko Zagorje, a norte de Zagreb. A paróquia e a igreja de “Marija Bistrica” já eram citados no ano 1334.
A imagem de Nossa Senhora remonta ao século XV. Antes esteve na igreja de Visinski. Por volta do ano 1545, devido à ameaça dos otomanos, ela foi transferida para Bistrica. Em 1650 foi escondida na parede da igreja e logo depois foi esquecida. Em 1684, sob a supervisão do bispo Martin Borkovic a imagem foi novamente encontrada e colocada num altar. Desde então tiveram início as numerosas peregrinações dos devotos de Nossa Senhora. Em 1880, terrível incêndio destruiu a igreja mas a imagem foi milagrosamente preservada.Em seguida o arquiteto Herman Bole cuida da restauração do templo.

A imagem de Nossa Senhora de Bistrica é negra. Segundo a história, ela tornou-se preta por causa do incêndio ocorrido em 1880. Há historiadores da arte que reinvidicam que as “madonas” negras eram assim feitas de propósito no século XII. Os artistas teriam-nas esculpido com a tez escura inspirados no Antigo Testamento, no qual o rei Salomão elogia a beleza morena das mulheres de Jerusalém.
Em 1715 o parlamento da Croácia presenteou o templo com o principal em honra da “Bistricka Gospa”. Anteriormente dedicada a São Pedro e São Paulo, a igreja é colocada sob o patrocínio de “Snijezna Gospa” (Nossa Senhora das Neves). A denominação atual é “Majka Bozja Bistricka” (Mãe de Deus de Bistrica).
O Papa Bento XIV (1750-1758) concedeu uma indulgência plenária a todos os peregrinos que naquele santuário confessarem os seus pecados e participarem da Eucaristia.
Em 1923 o Papa Pio XI concedeu ao Santuário o honroso título de Basílica Menor. Em 1935 o Arcebispo de Zagreb solenemente coroou a imagem, proclamando-a Rainha de todo o povo da Croácia. Em 1971, a Conferência dos Bispos nomeou o templo como Santuário Nacional. Em 1984 ali se realizou o Congresso Eucarístico Nacional com a presença de centena de milhares de croatas.
No dia 3 de outubro de 1998, num sábado, o papa João Paulo II beatificou em Bistrica o Cardel Aloísio Stepinac, conhecido por seu amor e reverência para com a Virgem durante toda sua vida. Mais de 500 mil pessoas participaram da missa solene de beatificação.

 

Uma resposta to “Croácia”

  1. Marina Says:

    Que legal o seu post! Muito bonito e as fotos estao ótimas! Aliás o blog é ótimo!! hehe
    Sou brasileira e moro na Croácia, em Pula (regiao de Istria).
    Tb escrevo um blog para contar daqui e mostrar algumas fotos…
    Caso queira dar uma olhada,o endereco ë:
    http://www.madhumita.net/
    Sejam todos muito bem-vindos!
    Um abraco,
    Marina

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