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Uma das formas históricas de chegar à Croácia é atravessar o Adriático, saindo de Ancona, na Itália, e chegando a Split. Esse caminho foi feito por gregos, romanos, franceses, húngaros, austríacos, bizantinos e turcos, que durante séculos disputaram cada porção de terra de uma área geograficamente estratégica entre o Oriente e o Ocidente. E todos deixaram marcas que depois foram incorporadas à cultura dos eslavos croatas, donos daquelas terras.
Split é uma ótima porta de entrada no país. A cidade encanta por suas casas de pedras brancas, seus bulevares, suas ruas estreitas e sem carros onde pequenos restaurantes, lojas, tabacarias e bares dividem calmamente a sua atenção. Afinal, não precisa ter pressa para conhecer a cidade, cujas atrações se concentram dentro e ao redor do Palácio de Dioclesiano, construído pelo imperador romano para desfrutar dias de descanso. Hoje o palácio guarda muito pouco de sua arquitetura original, pois foi usado como um gueto no século passado e, literalmente, remontado para formar pequenas casas, como se fosse feito de peças de Lego.
Do palácio, sobraram quase intactos uma catedral (que era o mausoléu de Dioclesiano), a torre do sino (de onde a vista da cidade recompensa o esforço da subida), algumas colunas, parte das muralhas e os quatro portões, de ouro, prata, bronze e ferro. Os metais existem apenas no nome, mas servem como ponto de referência. Próximo ao portão de ouro, por exemplo, fica um dos restaurantes mais charmosos da cidade, a Pizzeria Zlatna Vrata.
Apesar do nome, as pizzas são coadjuvantes no cardápio italiano de ótimas massas e entradas imperdíveis como o presunto defumado (prsut) da Croácia. Comida típica também é servida nos konobas (tavernas) da rua Senjska, que geralmente passam despercebidos pelos turistas, mas são os preferidos dos moradores de Split. A culinária croata foi influenciada por todos os povos invasores, principalmente por italianos (romanos) e turcos, e reserva boas surpresas nos pratos de nomes mais estranhos.
Para queimar as calorias e oxigenar a mente, siga pela rua Senjska morro acima, até os caminhos e pequenas estradas do parque Marjan. É uma agradável corrida de 7km pela estradinha que circunda o parque, passando por uma capela e por cavernas onde viviam monges. Se preferir trilhas na mata, prepare-se para um desnível de até 178m no monte Telegrin, de onde você tem a melhor vista da costa e das ilhas próximas. No fim da corrida, uma recompensa: áreas para tomar um banho de mar entre as pedras e cafés para sentar, conversar e apreciar a paisagem.
Para quem ficar hospedado em Split, voltar de barco para o continente vendo o pôr-do-sol é um espetáculo a mais. Na primavera e no verão, os dias são claros até quase às 21horas, o que permite que o céu mude do azul para amarelo, laranja, vermelho e arroxeado antes de a noite chegar. E a noite de Split é uma das mais agitadas da Croácia. Na cidade, as praias Bacvice, Zvoncac e Jezinac servem de cenário para os bares e boates – algumas com pista de dança ao ar livre – que reúnem croatas e turistas para beber, bater papo, dançar, conversar e paquerar.

Dubrovnik

Dubrovnik é a maior atração turística da Croácia, e, inegavelmente, uma perolazinha. Consta que George Bernard Shaw lhe chamou o Paraíso na Terra. onsequentemente, está sempre apinhada de gente. Fotos idílicas, só mesmo aos telhados, para evitar as muitas cabeças intrometidas.
A Porta de Pile dá acesso à Placa (Stradun), a rua principal, que atravessa a cidade velha em linha recta até ao porto. Pelo caminho, encontramos as principais atracções da cidade: a igreja de S. Salvador, a grande fonte de Onofre, o museu e o mosteiro franciscano, a coluna de Orlando e o Palácio Sponza, com os arquivos históricos, mesmo junto à grande torre do sino. Para a direita, a igreja de S. Brás (Sveti Vlaho), padroeiro da cidade, a Câmara Municipal, o Palácio do Reitor (museu da cidade) e a Catedral. Para um lado e para o outro da Placa (que se lê platsa), o antigo casario empoleira-se nos desníveis rochosos, geometricamente alinhado ao longo de estreitas ruas paralelas e muitos degrauzinhos. Quanto mais se sobe, melhor é a vista. O calor excessivo faz pensar duas vezes: não fossem as igrejas e os conventos lá pelo meio, as fotos panorâmicas podem sempre guardar-se para o caminho da ronda.

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A cidade velha de Dubrovnik é uma fortificação medieval construída sobre um rochedo. O complexo integra ainda, do lado de fora, o forte Lovrijenac (um dos seus pilares defensivos) e a casa de quarentena (Lazareti). À entrada de cada uma das portas da cidade, um mapa assinala os danos sofridos durante a guerra. O vandalismo bélico, hoje em dia, está particularmente atento aos pontos turísticos. Não fossem os ditos mapas e facilmente esqueceríamos que, há cerca de 15 anos, as lajes brancas da Placa ficaram todas esburacadas, a grande fonte de Onofre esventrada, quase todos os vidros estilhaçados, muitos telhados rebentados e casas ardidas.
O caminho de ronda sobre a muralha oferece uma vista fabulosa sobre a cidade, o Adriático e a vizinha ilha de Lokrum. O bilhete é válido também para o forte Lovrijenac, de onde se tem uma bela vista exterior da fortificação da cidade velha. Há só que ter cuidado com a hora do passeio: aconselha-se entrar cedo de manhã, ou então deixar para antes do fecho, ao final da tarde, fora das horas mais quentes do dia.

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