Primeiro dia em Roma. Saindo do albergue perto da Estação Termini

roteiro-um-mapa-italia.jpg

Basílica de Santa Maria Maggiore:

A maior igreja em Roma dedicada ao culto da Virgem Maria também é conhecida como a Basilica di Santa Maria della Neve e Basilica Liberiana, em italiano, e Saint Mary Major Basilica, em inglês. Foi construída sobre o templo pagão de Cybele e é a única basílica romana que conservou o núcleo da sua estrutura original intacto, apesar de vários projetos de construção adicionais e danos sofridos com o terremoto de 1348. Depois que o Papado em Avignon terminou e retornou a Roma, a Basilica di Santa Maria Maggiore tornou-se o Palácio temporário dos Papas, devido ao estado decadente do Lateran Palace. A residência papal foi posteriormente transferida para o Palacio do Vaticano, atualmente a Cidade do Vaticano. Mantém as naves e os impressionantes mosaicos desde sua construção, no século V. (Abre de 7h as 19h).

Domus Aurea:

A Domus Aurea (em latim, Casa Dourada) foi um grande palácio construído pelo imperador romano Nero após um incêndio que devastou Roma em 64 d.C. e de que o imperador foi injustamente acusado.
Foi edificada durante os poucos anos entre o incêndio e o suicídio de Nero (69 d.C.). Plínio assistiu à sua construção, como relata na sua Naturalis Historia, xxxvi. 111. A casa incluía um grande lago artificial onde podiam navegar galeras, campos de trigo, vinhas, prados onde pastavam carneiros, bosques povoados de gamos e outros animais selvagens, num recinto fechado, entre o monte Palatino e a encosta do Esquilino (Oppio), parte do Celio, ao longo de uma extensão de cerca de 2,5 km².
A casa propriamente dita não era decorada com ouro, como o nome faz crer, mas num dos pavimentos foram feitas pinturas onde predominava a cor dourada. A sala de jantar possuía um teto ornado com flores que, em dias de festa, exalavam perfume sobre os comensais. A sala mais surpreendente possuía um teto esférico representando o céu, com as estrelas mantidas em movimento por meio de um mecanismo secreto. O pátio era um peristilo sobrelevado na continuidade do fórum, em torno de uma estátua colossal em bronze de Hélios vestido com o hábito do deus-sol romano Apolo, com 37 m de altura, que representava o próprio Nero com a coroa irradiante na cabeça, e que ficou conhecido como o Colosso de Nero, construído no local do lago. A cabeça do Colosso foi sucessivamente re-adaptada para reproduzir as cabeças dos sucessivos imperadores, até que Adriano o demoliu para dar lugar ao Templo de Venere e Roma e ao Anfiteatro Flávio que tomaria o nome de Coliseu na Idade Média.
A construção da Casa Dourada representou um abate crítico no Tesouro romano e, no entanto, a residência oficial de Nero permaneceu nos palácios imperiais do Palatino. A parte conservada sobre as sucessivas termas de Trajano, na colina Oppio, era essencialmente uma zona para festas, com 300 lugares. Nero acompanhou cada detalhe do projeto, segundo os anais de Tácito (os Annali), e supervisionava diretamente os arquitetos Celere e Severo. É obrigatório reservar a visita guiada. Abre das 9h as 19h45 (quarta a segunda).

San Pietro in Vincoli:

A construção da igreja de San Pietro in Vincoli teve início em 431, e foi dedicada a São Pedro e a São Paulo ao ser consagrada pelo Papa Sisto III cujo pontificado durou de 432 a 440. Entretanto, quando a imperatriz Eudóxia deu a seu sucessor o Papa Leão I, o Grande (pontificado de 440 a 461) as cadeias que haviam prendido São Pedro na prisão, este se tornou o patrono único desta igreja cujo nome quer justamente dizer «São Pedro em cadeias». Muito do edifício do século V se mantém. Trata-se de uma basílica com uma ampla nave e duas alamedas laterais, com adição de um transepto, novidade naquele tempo. No interior há colunas dóricas, provavelmente reutilizadas, tiradas de algum edifício da Roma imperial. Numerosas extensões e conversões foram executadas entre os séculos VIII e XIII. Em 1475 Sisto IV, Papa de 1471 a 1484, fez construir o claustro e um pórtico de apenas um andar, aberto para arcadas com pilastras. Outras alterações foram determinadas por Giuliano della Rovere, o futuro Papa Júlio II (pontífice de 1503 a 1513), pois a igreja foi sua igreja titular como cardeal de 1471 a 1503. Foi restaurada no início do século XVIII e o afresco do teto data dessa época.
Estátua de Moisés: A igreja deve sua fama principalmente ao túmulo de Júlio II construído por Michelangelo, à direita de quem entra, na ala lateral. O monumento foi encomendado ao grande artista pelo próprio Papa, em 1505, e nele Michelangelo trabalhou 40 anos. A própria falta de interesse do Papa, e encomendas dos seus sucessores, que recrutaram o artista, tornaram mais lento o projeto.
Originalmente foi planejado para seguir o modelo de um mausoléu da antiguidade, mas de proporções inauditas, com quase 40 estátuas, para ficar no coro da recém construída igreja de São Pedro. Afinal, depois de seis mudanças no contrato, foi reduzido a menores proporções como túmulo de parece e instalado nesta igreja em 1545. O último contrato, de 1541, estipulava que Michelangelo, que em 1515 já completara a estátua de Moisés, deveria ainda entregar outras duas, as de Lia e de Raquel, enquanto outras estátuas, a da Virgem Maria, a do Papa, duas outras de uma sibila e de um profeta, seriam feitas, segundo desenho seu, por aprendizes.
A figura central do túmulo é Moisés, e por seu tamanho se pode imaginar quão enorme seria o túmulo, como projetado. Michelangelo tinha então quase 80 anos, seu estilo é calmo, o movimento interior. As figuras bíblicas femininas são Lia, «o amor ativo», e Raquel, «a fé», que ladeiam Moisés e simbolizam a vida ativa e a vida contemplativa.

O Coliseu:

O anfiteatro Flaviano, conhecido como o Coliseu (Coliseum em Latim) começou a ser construído por Vespasiano no ano 70 d.C. e finalizado pelos seus filhos Domiciano e Tito, e em 80 d.C. inaugurado. O Coliseu, com mais de 50 metros de altura, cobria uma área elipsóide com 188 x 156 metros, três andares, que mais tarde com o reinado de Severus Alexander e Gordianus III foi ampliado com um quarto andar, sendo capaz de suportar de 70 a 90 mil espectadores.
Foi construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros). A fachada compõe-se de arcadas decoradas com colunas dóricas, jônicas e corintias, de acordo com o pavimento em que se encontravam. Os assentos são em mármore e a arquibancada dividia-se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o podium, para as classes altas; as maeniana, setor destinado à classe média; e os portici, ou pórticos, construídos em madeira, para a plebe e as mulheres. A tribuna imperial encontrava-se situada no podium e era balizada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados. Rampas no interior do edifício facilitavam o acesso às várias zonas de onde podiam visualizar o espetáculo, sendo protegidos por uma barreira e por uma série de arqueiros posicionados numa passadeira superior de madeira, para o caso de algum acidente. Nos subterrâneos, ficavam as jaulas dos animais, bem como todas as celas e galerias necessárias aos serviços do anfiteatro.
Acredita-se que o Coliseu tenha sido cenário dos primeiros martírios de cristãos e, por isso, no século XVII, o papa Bento XIV consagrou-o à Paixão de Cristo e declarou-o lugar sagrado. Muitas pedras foram tiradas do Coliseu para construção de algumas partes da Basílica de São Pedro, no Vaticano. No século 19, ele estava coberto por diferentes vegetações. Botânicos enumeraram 420 espécies. Abre de 9h as 18h30.

Ingressos custam 9 Euros conjuntos com Palatino e Coliseu.
Arco de Constantino:

O Arco de Constantino é um arco triunfal em Roma, a curta distância para oeste do Coliseu. Foi erigido para comemorar a vitória de Constantino sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvio, 312 AD. A batalha está representada na banda pouco esculpida sobre o lado direito do arco, na frente oposta ao Coliseu.

O Capitólio:

O monte Capitólio (em italiano: Campidoglio), ou monte Capitolino, é uma das famosas sete colinas de Roma. Trata-se da colina mais baixa, com dois picos separados por uma depressão. Era local facilmente defensável, com alta escarpa exceto no lado que se vira para o Quirinal. Segundo a lenda, os Sabinos puderam tomar a colina apenas pela traição de Tarpéia. A rocha Tarpéia, de onde os criminosos eram jogados, guardaria seu nome. Quando os Gauleses invadiram Roma, em 390 a.C., o monte Capitolino foi a única zona da cidade que não foi capturada pelos bárbaros.

No lado do pico do sul, ou Capitolium, entre o Fórum Romano e o Campus Martius (Campo Marzio), erguia-se o templo da Tríade Capitolina – os deuses Júpiter, a sua companheira Juno e a filha de ambos, Minerva – iniciado pelo último rei de Roma Lucius Tarquinius Superbus (Tarquínio, o Soberbo), e considerado um dos maiores e mais belos templos da cidade. No lado do pico do norte, ou Arx, a partir do século IV a.C. se levantava o templo de Juno Moneta, no atual local da igreja de Santa Maria in Aracoeli. No pequeno vale entre ambos, hoje ocupado pela praça do Campidoglio, ficava o Asylum, santuário que a lenda faz recuar aos tempos de Rômulo que oferecia refúgios aos perseguidos. Do lado leste, o Tabularium, arquivo estatal romano. No sopé da colina, no local da atual igreja de Giuseppe del Falegnami, a prisão Mamertina, onde provavelmente estiveram detidos os apóstolos Pedro e Paulo.
O monte Capitolino é referido inúmeras vezes durante a História de Roma: nele Brutus e os assassinos se refugiaram, dentro do Templo de Júpiter, após o assassinato de César; foi aqui que Gracchi morreu; aqui, os triunfantes generais podiam contemplar a cidade pela qual lutavam; foi aqui que os Sabinos, perante a Cidadela, perpetraram dentro da cidade, com a ajuda da infame Virgem Vestal, Tarpeia, filha de Spurius Tarpeius, que foi mais tarde o primeiro a morrer nas rochas. Aqui foram assassinados criminosos políticos, atirados pela encosta da colina, para caírem nas afiadas Rochas Tarpeianas, mais abaixo. Quando Júlio César sofreu um acidente durante o seu Triunfo (segundo as crenças da época, indicando claramente a sua ira e o castigo a César pelas suas ações durante as Guerras Civis), aproximou-se da colina em direção ao templo de Júpiter em joelhos, na tentativa de subverter as infelizes premonições (César seria assassinado seis meses depois).

De 1536 a 1546, o Papa Paulo III encarregou Michelangelo de redesenhar a praça e transformar o Campidoglio – como os Romanos o tornaram conhecido – com os seus três palácios que preenchem o espaço trapezoidal, aproximados de uma escadaria famosa, a Cordonata, encabeçada pelas duas grandes estátuas dos Dioscuri (os míticos Castor e Pólux). A idéia de redesenhar a praça nasceu quando se preparava a visita do imperador Carlos V de Habsburgo em 1536. Michelangelo incluiu em seus planos o palácio dos senadores, construído no século XII, e os alicerces do Tabularium e do edifício do lado sul, que datava do século XIV, hoje Palácio dos Conservadores (Palazzo dei Conservatori). A idéia do grande artista foi transformar o monumento eqüestre ao imperador Marco Aurélio, transferido para o Capitólio em 1538, na principal atração.
Contrapondo a orientação clássica do monte Capitolino, que se virava para o Fórum, o artista rodou as atenções para a Roma papal. A construção da praça progrediu muito lentamente e outros arquitetos terminariam as idéias de Michelangelo, pois a praça só seria finalizada no século XVII. A impressionante fachada com pilastras coríntias do Palácio dos Conservadores, por exemplo, se deve a Giacomo della Porta (executada de 1564 a 1568). Os três palácios compõem atualmente os importantes Museus Capitolinos: estes edifícios do Palazzo Nuovo e do Palazzo dei Conservatori mostram em suas estupendas galerias o núcleo da coleção do papa Sisto IV iniciada em 1471. A piazza del Campidoglio continua a ser importante, pois o Tratado de Roma nela foi assinado em 1957 e o palácio dos Senadores (Palazzo Senatorio) é a sede oficial do prefeito da cidade. A igreja de Santa Maria in Aracoeli está adjacente à praça.
Fica aberta de 9h as 20h, de terça a domingo. O ingresso custa 6,50 euros

Santa Maria d’Aracoeli:

Santa Maria in Aracoeli foi construída no local onde, segundo a lenda, a Sibila Tiburtina profetizou a chegada de Cristo ao Imperador Augusto, pouco antes da morte dele. Augusto por isso dedicou ali um altar ao filho de Deus, o ara coeli, isto é, «altar do céu». Fica na colina do Campidoglio.

Santa Helena, mãe do Imperador Constantino, foi sepultada neste local. Hoje diz-se que seus ossos estão no altar à esquerda do transepto da igreja, construída em 1602. Desde o século VI um complexo religioso de mosteiros havia sido erguido sobre os alicerces do templo romano de Juno Moneta. O Papa Inocêncio IV o cedeu aos franciscanos em 1250. No final do século XII, os franciscanos começaram a construir o novo edifício, que se transformou no centro da vida política da Roma medieval, como «igreja dos senadores e do povo de Roma».
Por dentro, a igreja é um exemplo das igrejas tradicionais das ordens mendicantes. Suas 22 colunas antigas foram trazidas do Forum e do Palatino, e apoiam o clerestório acima, com suas janelas regulares. O teto em caixões esculpidos da nave central foi oferecido por Marcantonio Colonna para comemorar a batalha de Lepanto em 1571, batalha naval vencida por Veneza sobre os turcos. Já a capela Bufalini, do lado direito, é decorada com afrescos que representam cenas da vida e da morte de São Bernardino de Siena (1380-1444), pregador venerado pelos franciscanos. São de autoria de Pinturicchio, pintor da Umbria, cerca de 1485, e contam entre seus mais famosos trabalhos. Uma capela perto da sacristia contem a estátua milagrosa do Santo Bambino, ou o Cristo Menino de Aracoeli, que uma ingênua lenda diz esculpida em madeira de uma árvore do Jardim das Oliveiras ou Gethsemane, em Jerusalém. Mas como o original foi roubado em 1994, apenas uma réplica aparece ao público.

Fórum Romano e o Palatino:

O Fórum era o centro da vida política, religiosa e comercial da Roma antiga e levou 900 anos para ser construído. Fica no vale entre as colinas Capitolínea e Palatina. Em conseqüência do declínio do Império Romano, o Fórum também perdeu sua importância e durante a idade média foi completamente desestruturado pelos roubos de materiais. Algumas das várias ruínas famosas encontradas no Fórum Romano são o arco de Severo Sétimo, o templo de Saturno, a coluna de Focus, o templo de Júlio César, a casa das Virgens Vestais, onde viviam as sacerdotisas que vigiavam o Fogo Sagrado do Templo de Vesta ,o arco de Titos e a basílica de Constantino. As ruínas foram aparecendo ao longo de décadas de escavações, que se iniciaram no século 18.
O Palatino, onde surgiu Roma, era a residência de imperadores. A entrada, separada, é paga. Abre de 9h as 18h30.

Palazzo dei Conservatori e Palazzo Nuovo:

Os dois museus do Capitólio ficam localizados em lados opostos da Piazza del Campidoglio e abrigam milhares de obras clássicas e renascentistas. No Palazzo dei Conservatori, o destaque é para as estátuas de Marco Aurélio, Discóbolo e Gálata à Morte. No Palazzo Nuovo está a pintura de São João Batista e a escultura da loba que teria alimentado os gêmeos Rômulo e Remo que, segundo a lenda, teriam fundado Roma.

Piazza Boca di Veritá (Santa Maria in Cosmedin):

No século VI esta igreja de Santa Maria in Cosmedin foi fundada sobre as ruínas de um antigo edifício. No século VIII, quando a igreja oriental proibiu pintar a Virgem, Cristo ou os santos, movimento conhecido como iconoclasma – o papa Adriano I entregou esta igreja aos gregos que haviam fugido do Império Romano do Oriente. A basílica foi aumentada com uma ábside no final de cada uma das naves laterais e da nave – tipo de construção pioneira na arquitetura do Ocidente. O trono do bispo, decorado com leões, data também dessa época. Outra mudança sucedeu sob o papa Calisto II (papa de 1119 a 1124) que criou o vestíbulo e o campanário, e ordenou o elaborado trabalho interno executado pela família dos Cosmati. Como todos os adornos são extremamente custosos, o nome in Cosmedin pode se referir a uma praça em Constantinopla e conseqüentemente à palavra grega kosmos, que significa «jóia, adorno».

Do exterior, a igreja é simples, de tijolo, com um vestíbulo de dois andares em contraste com o poderoso campanário. No interior, a sequência alternada de colunas e pilares retangulares, relembra a arquitetura otoniana (de Oto ou Otão, nome de três imperadores do Sacro Império Romano-Germânico): os tetos são planos, de madeira; cada nave lateral e a nave central dão impressão de um espaço limitado, quadrado, definido por superfícies lisas. As colunas são spolia (remanescentes de edifício anterior) antigas, mas não parecem ter função prática de apoiar, e sim meramente decorativas, adicionadas posteriormente. Originalmente, todo o interior era pintado com afrescos harmoniosos com o chão de mármore. O presbitério, reservado ao clero, é separado da nave por biombos de filigrana de mármore, transparentes. O conjunto litúrgico data do papa Calisto II, consistindo de uma schola cantorum, um candelabro pascoal,um cibório de altar do século XIII, com estrutura gótica.
A leste do vestíbulo, fica a famosa Bocca della Veritá, a Boca da Verdade, máscara de Tritão com a boca aberta, feita em mármore, a quem a lenda medieval atribui o poder de morder os dedos da mão de um mentiroso que ousasse inseri-la na abertura…

Piazza Venezia (Palazzo Venezia):

É inconfundível pela presença do monumento em homenagem a Vittorio Emanuele II, o Vittoriano, que praticamente se debruça sobre a praça. Foi inaugurado em 1911, baseado num projeto de 1855 de Sacconi e hospeda a tumba do soldado desconhecido.

O Palazzo Venezia possui aspecto medieval, que foi suavizado pelas belas janelas e pórticos renascentistas. O museu pode ser visitado com esculturas, tapeçarias, armaduras, obras em marfim, cerâmicas, tecidos e vidro, medievais e renascentistas. Em anexo, encontra-se a igreja de San Marco com uma bela fachada renascentista, e um interior barroco, onde se destacam o teto dourado (1410) e os mosaicos (séc. IX).

À direita da Piazza surge o Campidoglio, a mais famosa das sete colinas de Roma, a qual se sobe através da “Cordonata” um caminho desenhado por Michelangelo com amplos degraus. Encontram-se duas construções, a igreja de S. Maria Aracoeli, e a antiga sede o templo de Júpiter (509 a.C.), agora parte do Museu dei Conservatori.

Colunas de Trajano:

A Coluna de Trajano é um monumento erguido por ordem do imperador Trajano e construída pelo arquitecto Apolodoro de Damasco. Foi acabada em 113. O seu baixo relevo em espiral comemora as vitórias das campanhas militares contra os Dácios. Localizada no Fórum de Trajano, perto do monte Quirinal, a coluna tem aproximadamente 30 metros de altura mais oito metros de pedestal, perfazendo 38 metros de altura. Constituída por vinte blocos de mármore, cada um pesando 40 toneladas, e um diâmetro de quatro metros. No seu interior, uma escada em espiral com 185 degraus dá acesso à plataforma do topo, de onde se obtém uma vista periférica da zona.

Originalmente, no cimo da coluna estava a estátua de uma ave, provavelmente uma águia, mas posteriormente foi modificada pelo Imperador Trajano por uma estátua alusiva a ele mesmo, que acabou por desaparecer na Idade Média. Em 1588, foi lá colocada uma estátua de São Pedro (que ainda lá permanece) por ordem do Papa Sisto V.

Pensava-se que a coluna tinha sido construída para propaganda, glorificando a capacidade militar do imperador. No entanto a estrutura era quase invisível, rodeada como estava de outras construções [Fórum de Trajano] e devido à dificuldade de seguir o friso de um lado ao outro, acredita-se agora que teria pouco valor propagandístico. Devido ao que é dito na inscrição, a coluna pode ter servido como guia de construção para o fórum.

Depois da morte de Trajano em 117, o senado decidiu que as cinzas do seu corpo deviam ser enterradas na base da coluna onde a decoração inclui armamento dácio capturado. Tanto as suas cinzas como as da sua mulher Plotina foram colocadas lá dentro em urnas douradas. Actualmente as cinzas já lá não se encontram.

Panteon (Piazza della Rotonda):
O Panteon é provavelmente a mais bem conservada das estruturas de toda antiguidade, e um dos edifícios mais marcantes de todos os tempos. Fundado pelo Imperador Agripa em 27 a.C. foi danificado por um incêndio em 80 d.C., restaurado sob as ordens do Imperador Domiciniano foi novamente destruído pelo fogo na época do Imperador Trajano. Foi totalmente reconstruído sob as ordens do Imperador Adriano a partir do ano 118 d.C.

No ano 609 foi convertido pelo papa Bonifácio IV em igreja dedicada a Santa Maria dos Mártires. Dessa forma, vem sendo utilizado nos últimos 1900 anos.Antes dele, os engenheiros romanos já tinham construído diversas cúpulas, mas nenhuma tão grandiosa quanto essa. Iniciada no ano de 118 d.C., a construção só terminou no ano 125, e exigiu um formidável sistema de suporte, com fundações de mais de 7 metros de profundidade.
Sobre essas fundações, erguem-se, formando um cilindro, as paredes que sustentam a cúpula. Essas paredes possuem em seu interior um complexo sistema de arcos e abóbodas (veja abaixo). Além disso, possuem arcos nas aberturas , entre os quais localizam-se os altares, que transmitem os esforços vertcais da cúpula a uma série de 8 pilares maciços, como mostrados no esquema ao lado. Mas o que realmente impressiona é a cúpula do Panteon, com seus 43,5 m de diâmetro culminando numa abertura de 8 m de diâmetro, que fica a também 43,5 m de altura em relação ao piso. Dessa forma, se a cúpula, que tem a forma de um hemisfério, fosse prolongada até completar uma esfera, esta tocaria o piso. Além disso, a estrutura da cúpula, que na parte interna parece uma espécie de grelha reduzindo o peso da estrutura, também chama bastante a atenção.
A abertura no topo da cúpula, garante iluminação natural ao interior da construção, e faz do Panteon um marco na história da arquitetura ao transpor para o interior das edificações o principal foco de atenção dos construtores. A maioria das estruturas erguidas antes dos romanos eram monumentos para serem apreciados pelo lado externo, internamente eram quase sempre ocupadas por séries de colunas. No Panteon, o efeito conseguido foi justamente o oposto, garantindo um espaço interno de grandes proporções totalmente livre de interferências. Isso só foi possível graças à utilização dos arcos, abóbodas, e principalmente da grande cúpula central. Tudo isso, foi construído com concreto natural, feito com cimentos pozolânicos, e agregados leves. Através da escolha e combinação desses agregados, os construtores romanos eram capazes de obter concretos menos ou mais densos conforme suas necessidades para cada construção. Abre de 8h30/19h30 (seg. a sáb.), 9h/18h (dom.)

Santa Maria Sopra Minerva:
Santa Maria Sopra Minerva é a primeira e a única igreja gótica de Roma. O edifício foi iniciado em 1280, no sítio de antigo templo de Isis, erradamente identificado como templo de Minerva, donde o nome que significa «acima de Minerva». Desconhece-se quem foi o arquiteto e os trabalhos continuaram até 1453, quando a abóbada gótica foi colocada sobre a nave. Também desconhecido é o autor da fachada simples, renascentista, na qual ainda se podem ver as marcas das inundações do rio Tibre do século XVI ao século XIX. A igreja sempre pertenceu aos dominicanos, cujo Generalato, ou sede do corpo administrativo central em Roma – foi situado no edifício vizinho, à esquerda. O mesmo edifício abrigou as altas autoridades da Inquisição no século XVII, nos tempos em que julgaram Galileu Galilei.
Localizada, como era, bem no centro da cidade, e pertencendo a uma ordem de pregadores, a igreja era muito popular entre os romanos.

Numerosas capelas laterais foram acrescentadas, e há muitos sepulcros onde estão papas, o pintor Fra Angelico, que pertencia à Ordem, e Santa Catarina de Siena. A capela mais famosa é a Carafa, no final do transepto direito, construída para o Cardeal Oliviero Carafa e consagrada em 1493. Sua fama deriva dos afrescos de Filippino Lippi, encarregado da decoração interna de 1488 a 1493. É uma das mais belas decorações de capela em toda Roma.

Lippi pintou os afrescos em honra da Virgem Maria e de São Tomás de Aquino, o célebre doutor da Igreja medieval, também dominicano. A parede atrás do altar, onde São Tomás aparece recomendando o cardeal aos bons ofícios da Virgem, mostra a Assunção da Virgem. Na parede à direita, cenas da vida e apoteose do santo, incluindo uma vista do Palácio Laterano com o monumento equestre a Marco Aurélio que ali permanecia então. A representação dos vícios e virtudes, originalmente na parede esquerda, teve que dar lugar ao sepulcro do papa Paulo IV (pontificado de 1555 a 1559), sobrinho do Cardeal Carafa, cujo nome está tão ligado à Contra-Reforma e à Inquisição. É muito grande em Lippi a impressão de ilusão espacial e a parede atrás do altar dá impressão mesmo de se abrir para o mundo espiritual. São típicas da pintura inicial da Renascença a descrição naturalística de espaço e paisagem, os personagens sutilmente diferenciados, que se relacionam diretamente a que os olha.
As pilastras da capela são decoradas com «grotescos», reação à pintura de parede romana redescoberta quando na década de 1480 se achou a Domus Aurea. Outra grande atração da igreja, seu maior tesouro, é a grande estátua do Cristo Ressuscitado por Michelangelo, esculpida em mármore desde 1519 e desvendada a 27 de dezembro de 1521. O divertido é que o próprio escultor a achava tão má que se propôs a trocá-la por outra! No século XVI foi um dos trabalhos mais admirados do grande artista e o pintor Sebastiano del Piombo tão impressionado ficou que declarou que só os joelhos do Cristo valiam mais do que o resto todo que continha Roma. O que é incomum é a combinação de um assunto como Cristo combinado com a imagem idealizada de um herói da Antiguidade, pois Cristo está de pé, inteiramente nu (o pano sobre os rins é uma adição barroca), sem feridas, numa atitude forte de contrapposto, virando a cabeça. Agarra a cruz e os instrumentos de seu martírio nas duas mãos, num gesto que demonstra a natureza voluntária de sua morte na cruz. Como com o tempo foi perdendo suas características, grande restauração no século XIX fê-la recuperar seu ar gótico.

Segundo dia

roteiro-dois-mapa-italia.jpg

 

Palazzo Barberini (Piazza Barberini – Fontana Del Tritone):

O Palazzo Barberini é situado na Via Quattro Fontane, a cerca de 200 metros da Piazza Barberini, no Rione Trevi. Apesar de se encontrar em pleno centro histórico da cidade, na época da sua construção ficava numa zona periférica.

O palácio foi construído entre 1625 e 1633. O autor do projecto foi o ancião Carlo Maderno, coadjuvado por Francesco Borromini, sendo a obra terminada por Bernini.

O palácio está disposto em volta de um adro centrado no grandioso vestíbulo de dois andares, de Bernini, apoiado por um salone (salão) oval, com uma extensa ala a dominar a piazza (praça), a qual fica a um nível mais baixo. Nas traseiras, uma longa ala protege o jardim da praça situada abaixo, acima da qual se ergue a partir de uma cave rusticada, com acabamentos ligeiramente semelhantes a um bastião militar. O bloco principal apresenta três filas de grandes janelas arcadas, semelhantes a arcadas vidradas, uma fórmula que era mais veneziana que romana. No andar superior, as janelas de Borromini estão colocadas numa falsa perspectiva que sugere uma dupla profundidade, uma característica que seria copiada no século XX. Flanqueando o vestíbulo, dois conjuntos de escadas conduzem ao piano nobile (andar nobre), uma larga escadaria quadrada, criada por Bernini, à esquerda e uma escadaria oval mais pequena, executada por Borromini, à direita.

O Palazzo Barberini revelou importantes características que seriam repetidas por toda a Europa. Além das janelas de falsa perpectiva criadas por Borromini, contam-se entre os aspectos influentes, a unidade de um vestíbulo central de dois andares com um salão oval por trás e as alas simétricas que se estendem a partir de um bloco central de forma a criar um cour d’honneur (pátio de honra).

O tecto do salão foi agraciado com uma obra prima de Pietro da Cortona, um afresco barroco representando a “Alegoria da Divina Providência e do Poder Barberini”. Esta vasta alegoria panegírica tornou-se altamente influente como modelo na decoração de tectos de palácios e de igrejas.

O jardim é conhecido como um giardino segreto (jardim secreto), por se encontrar escondido das vistas de quem passa. Este acolhe um monumento a Bertel Thorvaldsen, o qual teve um estúdio no vizinho Teatro Barberini entre 1822 e 1834.

Atualmente, o Palazzo Barberini acolhe a Galleria Nazionale d’Arte Antica (galeria Nacional de Arte Antiga), uma das mais importantes colecções de pintura na Itália. O palácio também é sede do Instituto Italiano de Numismática.

Escondido nas caves das traseiras do edifício, foi encontrado um Mithraeum, datado, provavelmente, do século II.

Algumas obras da coleção

A galeria foi fundada em 1895 para recolher obras provenientes de diversas colecções privadas e do Monte di Pietà. O museu alberga obras de, entre outros:

  • El Greco: Adorazione dei Pastori; Battesimo di Cristo, 1546-1548
  • Hans Holbein, o Jovem: Ritratto di Enrico VIII, 1540
  • Filippo Lippi:Madonna col Bambino, 1437
  • Tintoretto: Cristo e l’Adultera, 1546-1548
  • Tiziano: Venere e Adone, 1553-1554
  • Raffaello: La Fornarina, 1520
  • Caravaggio: Giuditta che taglia la testa a Oloferne, 1597-1600; Narciso, 1598-1599; San Francesco, 1606

Santa Maria Degli Angeli:

Museu Nacional Romano:

Fontana di Trevi:

A fonte mais famosa do mundo, em estilo barroco, exibe uma grande estátua de Netuno ao centro. Reza a lenda que quem quiser voltar à cidade deve jogar moedas em suas águas. Foi cenário do célebre banho de Anita Eckberg, em La Dolce Vita, de Fellini. A Fontana di Trevi (Fonte de trevas, em português) é a maior (cerca de 26 metros de altura e 20 metros de largura) e mais ambiciosa construção de fontes barrocas da Itália e está localizada na rione Trevi, em Roma.

A fonte situava-se no cruzamento de três estradas (tre vie), marcando o ponto final do Acqua Vergine, um dos mais antigos aquedutos que abasteciam a cidade de Roma. No século 19 a.C., supostamente ajudados por uma virgem, técnicos romanos localizaram uma fonte de água pura a pouco mais de 22 km da cidade (cena representada em escultura na própria fonte, atualmente). A água desta fonte foi levada pelo menor aqueduto de Roma, diretamente para os banheiros de Marcus Vipsanius Agrippa e serviu a cidade por mais de 400 anos.
O “golpe de misericórdia” desferido pelos invasores godos em Roma foi dado com a destruição dos aquedutos. Os romanos durante a Idade Média tinham de abastecer-se da água de poços poluídos, e da pouco límpida água do rio Tibre, que também servia para lançar os esgotos. O antigo costume romano de erguer uma bela fonte ao final de um aqueduto que conduzia a água para a cidade foi reavivado no século XV, com a Renascença. Em 1453 o Papa Nicolau V determinou fosse consertado o aqueduto de Acqua Vergine, construindo ao seu final um simples receptáculo, para receber a água, num projeto feito pelo arquiteto humanista Leon Battista Alberti.

Em 1629, o Papa Urbano VIII, achou que a velha fonte era insuficientemente dramática, encomendou a Bernini para fazer alguns desenhos, mas quando o Papa faleceu o projeto foi abandonado. A última contribuição de Bernini foi reposicionar a fonte para o outro lado da praça a fim de que esta ficasse defronte ao Palácio do Quirinal (assim o Papa poderia vê-la e admirá-la de sua janela). Ainda que o projeto de Bernini tenha sido abandonado existe, na fonte, muitos detalhes de sua idéia original.
Muitas competições entre artistas e arquitetos tiveram lugar durante o Renascimento e o período Barroco para se redesenhar os edifícios, as fontes, e até mesmo a Scalinata di Piazza di Spagna (as escadarias da Praça de Espanha). Em 1730, o Papa Clemente XII organizou uma nova competição na qual Nicola Salvi foi derrotado, mas efetivamente terminou por realizar seu projeto. Este começou em 1732 e foi concluído em 1762, logo depois da morte de Clemente, quando o Netuno de Pietro Bracci foi afixado no nicho central da fonte.
Salvi morrera alguns anos antes, em 1751, com seu trabalho ainda pela metade, que manteve oculto por um grande biombo. A fonte foi concluída por Giuseppe Pannini, que substituiu as alegorias insossas que eram planejadas, representando Agrippa e Trivia, as virgens romanas, pelas belas esculturas de Netuno e seu séquito.
A fonte foi restaurada em 1998; as esculturas foram limpas e polidas, e a fonte foi provida de bombas para circulação da água e sua oxigenação.

Piazza di Spagna:

Piazza Del Popolo:

Altar da Paz:

Mausoléu dos Augustos:

roteiro-tres-mapa-italia.jpg

Piazza Navona (Santa Maria della Pace, San Luigi Del Francesi, Fontana dei Fiume):

A praça mais famosa de Roma é uma festa. Fechada para o trânsito, é rodeada de cafés e palco de manifestações culturais das mais diversas. Em seu centro estão alinhadas três fontes. A mais famosa delas é a Fontana dei Quattro Fiumi, projetada por Bernini, que representa os quatro grandes rios do mundo: Ganges, Nilo, Danúbio e Prata.
A Piazza Navona, um dos pontos emblemáticos, é ainda hoje teatro de um singular desafio arquitetônico que opôs Bernini e Borromini, dois artistas da primeira metade do século 17 que redesenharam locais importantes da capital italiana.
Embora tenham trabalhado em conjunto, ambos tinham características inconciliáveis: Gian Lorenzo Bernini (1598-1680), autor das colunas da praça São Pedro, no Vaticano, como bom napolitano, era brilhante e extrovertido; já Francesco Borromini (1599-1667), de origem suíça e responsável por alguns dos maiores exemplos do barroco romano, era introvertido, algo depressivo -além de sofrer demais com o sucesso do rival.
Não por acaso, a esses dois arquitetos de gênio foi confiada a tarefa de refazer a área central da Piazza Navona: Borromini se ocupou da igreja de Santa Agnese, enquanto Bernini fez o projeto da Fonte dos Rios, com quatro estátuas representando o Nilo, o Danúbio, o rio da Prata e o Ganges, montadas sobre um obelisco de estilo egípcio.
Na sua obra, Borromini adotou uma técnica toda especial, que foi considerada controversa na ocasião: construiu a fachada da igreja de forma côncava para criar um efeito óptico que ampliasse o desenho da cúpula. Obviamente a novidade arquitetônica alimentou críticas ferozes e até suspeitas de que a fachada do templo não se sustentasse diante do peso de tanta audácia.
Na realidade, a igreja, quatro séculos depois, ainda está de pé, mas inevitavelmente Bernini, pelo menos na lenda que os romanos adotaram como sendo verdade, aproveitou para espinafrar o rival. Na sua fonte dos Rios, justamente a que fica em frente à igreja de Santa Agnese, as estátuas parecem duvidar da solidez do projeto de Borromini. A primeira, que retrata o rio da Prata, tem a mão erguida, como se a proteger o corpo de um eventual desabamento da igreja. Já a segunda, do Nilo, tem a cabeça coberta por um véu, como se recusasse ver a obra de Borromini. Obviamente não passa de uma lenda, mesmo porque Bernini terminou a fonte alguns anos antes que Borromini terminasse a Santa Agnese. De todo modo, para os romanos, a rivalidade entre os dois mestres do barroco ainda está vivíssima.
Outra particularidade da Piazza Navona, construída por ordem do papa Inocêncio 10º e inaugurada em 1651, é ter às costas dessas fontes o Palazzo Pamphilli, onde fica a sede da esplêndida embaixada brasileira, adornada no interno com afrescos de Pietro da Cortona.

Piazza Campo dei Fiori:

Nesta pequena praça ao lado da Piazza Navona o filósofo Giordano Bruno foi queimado vivo em 1600 por desafiar a Inquisição. Sua estátua está ali no centro do que é hoje o ponto de encontro dos romanos descolados. Tem cafés, bares, restaurantes, cinema e livraria bacanas, que fervilham no final da tarde.

Gueto judeu (San Gregorio):

Travestere (Santa Cecília in Travestere):

Uma resposta to “Roma”


  1. Great work! That is the type of information that should be shared around the internet. Disgrace on the search engines for no longer positioning this post upper! Come on over and visit my website . Thanks =)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s