A cidade das cem torres, a Paris do Leste, Praga Dourada, a cidade no coração da Europa…e muitos outros nomes. Ao apreciarmos a beleza desta cidade, podemos entender o porquê de tantos nomes relacionados a capital da República Tcheca – Praga.

Com a sua história extensa e localizaçăo especial entre o Oriente e o Ocidente, Praga é uma das maiores atrações da Europa Central. Uma simbiose única de culturas, tradiçőes, “desfiles” de todos os estilos arquitetônicos e um cenário natural aconchegante difícil de encontrar em qualquer outra cidade. Seus 1.215.100 habitantes fazem de Praga uma das menores capitais na Europa.

A origem da cidade de Praga volta até o Paleolítico superior, pois o seu primeiro assentamento urbano tomou forma no século X, quando as tribos eslavas construíram duas fortificações sobre duas colinas opostas, estabelecendo aí o ponto de controle do passo pelo rio Moldava (Vltava). Essa localizaçăo significativa logo transformaria aquele local em um importante cruzamento de trajetos dos povos.

A partir do século XI, a cidade começou a se desenvolver rapidamente. Naquela época já se levantava o núcleo da cidade de Praga, a Cidade Velha, em torno da qual cresceriam, pouco a pouco, os assentamentos de mercadores alemães, a cidade judaica, a Malá Strana (Cidade Pequena) e a primeira muralha, edificada pelo rei Wenceslau I. A cidade de residência dos reis da Boêmia transformou-se no século XIV na sede da corte do Sacro Império Romano, sob o domínio do rei tcheco-Carlos IV, um dos reis mais poderosos na historia européia. Ao final do século XIV, Praga já era uma metrópole de quatro núcleos urbanos e dois castelos, povoada por 50.000 pessoas de diferentes origens.

Sob o império dos Habsburgos, nos séculos seguintes, a cidade experimentou um importante desenvolvimento como centro cultural, político e religioso, que ficaria estagnado depois dos acontecimentos da “expropriaçăo de Praga” em 1620, que deram lugar à Guerra dos Trinta Anos. A cidade foi assediada e saqueada e demorou décadas para recuperá-la. A partir do reinado de Rodolfo II (finais do século XVI – princípios do século XVII), realizou-se a reconstrução da cidade que, durante anos, estava sendo decorada e embelezada por arquitetos e artistas, num desenvolvimento impecável, apesar das convulsőes políticas que sacudiram Praga durante o século XIX. A etnia tcheca, desejosa por conseguir a sua independência do império dos Habsburgos, construiu importantes instituiçőes anti-germânicas como o Teatro Nacional e o Museu Nacional.

Após a Primeira Guerra Mundial e como conseqüência da queda do império dos Habsburgos, no dia 28 de outubro de 1918 foi fundada a Tchecoslováquia e Praga tornou-se a capital do estado. Em 1930, a cidade já era uma metrópole multi-étnica na vanguarda do desenvolvimento industrial, capital artística, literária e arquitetônica, e a sua populaçăo contava com 850.000 habitantes.

Nestes últimos séculos, a cidade tem continuado o seu crescimento estreitamente vinculado ao mundo germânico e vienense. Dele provém, em grande medida, a Praga Moderna. Assim, o estilo neo-renascentista próprio de importantes edifícios do século passado deve-se a arquitetos como Zítek, Schulz, Mocker e Wiehl. O estilo Art Nouveau, união do Jugendstil alemão e Art Nouveau vienense dos séculos XIX e XXtambém deixariam seu marco em muitas moradias da Praga dessa época.

Movimentos artísticos como o Cubismo, o Construtivismo e o Funcionalismo encontraram uma boa acolhida entre os círculos artísticos de Praga, assim como se conhece o magnífico desenvolvimento da literatura tcheca e a intensa produção de música, com destacados nomes como Smetana, Dvořák e Janáček.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade perdeu o seu caráter multi-étnico e deu passagem a uma nova etapa de indiscutível predomínio tcheco. Hoje em dia, a cidade continua com sua evolução cultural absorvendo e oferecendo eventos contemporâneos. O jeito de vida moderno e encanto da romântica capital transformaram Praga novamente em um centro multi-cultural e atrativo.

CIDADE

Cidade Velha (Stare Mesto), Cidade Pequena (Malá Strana), Castelo (Hradcany), Cidade Nova (Nove Mesto), Vysehrad e a Grande Praga (Velká Praha) são bairros mais conhecidos e visitados que se desenvolveram em torno do centro histórico. Também se destaca com uma identidade própria o bairro Josefov, a Cidade Judia, com as suas sinagogas, Museu Judaico e o Velho Cemitério Judaico.

A Cidade Velha, com as suas casas e seus edifícios barrocos e góticos cujas fachadas mostram a riqueza de antigas famílias nobres, artesãos e mercadores foi, desde o século IX, o cenário de intercâmbios comerciais, o centro do mercado. Encontramos aqui, na Praça da Cidade Velha, o relógio astronômico da Câmara Municipal, umas das jóias da cidade. Também a Igreja de Sv. Jakub e um dos edifícios góticos mais significativos da cidade, o Templo de Týn. Em uma rua pertinho da praça, encontra-se a casa onde residiu o escritor Franz Kafka durante muitos anos. Pelas ruas da Cidade Velha também passeava outra célebre personagem que adorava esta cidade, W.A.Mozart, época na qual Praga foi chamada de Praga Dourada.

A pérola nas águas do rio Moldava é com certeza a Ponte de Carlos, construída no ano de 1357 pelo arquiteto Petr Parléř durante o reinado de Carlos IV. O ponte une a Cidade Velha ao bairro Cidade Pequena (Malá Strana), uma zona formosa que se estende aos pés do Castelo de Praga. Nesta parte da cidade encontram-se muitos palácios em vários estilos arquitetônicos que são atualmente sedes diplomáticas em sua maioria. Os locais mais visitados são a Igreja de São Nicolau, de estilo barroco e a Igreja de Nossa Senhora da Vitória com o famoso Menino Jesus de Praga.

Um passeio pelo Hradcany, outro bairro nos arredores de hrad (o castelo), encanta com os seus tesouros arquitetônicos. A sua praça está rodeada de palácios, sendo o mais importante o palácio Schwarzenberk ou o palácio Sternberk. Um dos lugares mais importantes de peregrinaçăo da República Tcheca, a Loreta, onde se situam uma igreja, várias capelas e outros edifícios religiosos, encontram-se também neste bairro.

A Cidade Nova, fundada por Carlos IV, abriga numerosos conventos, mosteiros, igrejas e praças. A maior praça é a Praça Wenceslau, o longo boulevard repleto de restaurantes, hotéis e lojas onde se celebram múltiplos espetáculos e atividades ao ar livre. Nesta parte de Praga, às margens do rio Moldava (Vltava), encontra-se um destaque da arquitetura contemporânea – o Edifício Dançante, obra dos arquitetos Frank O. Gehry e Vlado Milunic, inspirado na saia de cristal de Ginger Rogers.

Na colina rio acima, em um bairro chamado Vysehrad, perto da Cidade Velha, estendem-se os restos da fortaleza bem conservada da época dos séculos XI e XII, quando foi a sede dos príncipes tchecos reinando o país. O local é origem de fábulas com mitos da antiguidade tcheca.

A Grande Praga é composta por vários bairros residenciais e comerciais com casas típicas urbanas das épocas dos dois últimos séculos, lojas, bares e botequins, bem como parques, lojas e outros lugares da vida cotidiana com um sentimento bem tcheco, geralmente com poucas visitas de turistas, embora sejam considerados lugares seguros e tranqüilos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s