abril 2008


Pegamos outro trem para Cesky Budejovice, e de lá, outro para Cesky Krumlov. O primeiro foi, de longe, o melhor de todos.
Chegamos atrasados, e tivemos que correr para pegar o trem ainda na estacao. Chegamos dois minutos antes dele partir, e nos malocamos na primeira cabine com uma unica pessoa que vimos pela frente. A garota, parecia uma mumia. So olhava para frente, de cara amarrada. Enquanto ríamos da cara dela, entrou o fiscal do trem, que nos disse, em tcheco, ingles, portugues e russo, que aquilo era primeira classe, e que a garota tinha pagado pra viajar sozinha.
Ok, ok. Por causa da Agata, conseguimos uma cabine so pra gente, e nao pagamos mais por isso.
Há, há, há.

De patråo

Logo depois desse despojo todo, dois policiais abriram a porta, que estava trancada e cortinadas, e fizeram o Léo pular de susto. Pediram os passaportes, e rolou um clima de tensao. Nada demais, eram até legais, mas depois disso, o garoto entrou nos eixos e sentou reto, duro, perguntando o porque deles precisarem estar vestidos de preto. Mamae disse que queria levar um policial desses lá pra casa.

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Fomos de trem para Mariánské Lázne, cidade onde mamis escolheu para vir ao mundo.

A cidade é pequena, basicamente uma rua só, mas é linda, tem jardins enormes, um clima bem proprio para o titulo de cidade Spa que ela recebeu. Segundo mamae, Marianské foi, no passado, cidade refugio dos reis e de suas amantes, para descansar. Agora, sao os magnatas, e suas respectivas, que colabaram para a industria de turismo do local.

Em Marianské Lazne, encontramos uma profusao muito maior de águas para beber. Algumas boas:

Outras ruins.

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Léo desrespeitou alguns monumentos, e mamae quis deixar claro que nao estava vendo.

Mas depois acabou se amarrando nas águas de Marianske, disse até que dava onda. Os dois beberam horrores.

Com a chuva, arranjamos uma capa de chuva tcheca, e a Agata acabou a mais quentinha de todos nós.

Dia seguinte partimos de onibus para Karlovy Vary. Ficamos pouco tempo na cidade, mas a temperatura esteva amena, e deu para passear bem gostoso. De dez em dez passos, dávamos de cara com uma Kolonada, estacao em que o pessoal pára para beber água. Nåo é uma agua normal, mas acrescida, pela propria natureza, claro, de sais minerais diversos, como o ferro e o calcio, e que, administrada corretamente, é saudavel e cura algumas doencas.

Esperando o trem para Mariánske Lázne

Os Tchecos, para mim, afinal, såo como os brasileiros. Apenas o churrasco é que é diferente.

Jonaš improvisou, a partir de um daqueles conteiners de lixo, uma churrasqueira, e lá assaram pernis e peixe.

A carne, simplesmente deliciosa de ambos. O peixe, namorado, claro, era de rio. Matouš me disse que, na Republica Tcheca, para se pescar nos rios, precisa-se de passe, e que ele é dado mediante um teste. Quase uma prova pra tirar arraes amador.

Voltando ao churrasco:
Abertura com uma sopa de galinha e macarrozinho e depois a carne. O churrasqueiro, pasmem, era formado em faculdade de Culinaria. Rolou espetinhos de linguica com milho, pepino, tomate e berinjela assados, picles, e no fim, uma sobremesa de strudel e outros bolos.
Culinaria maravilhosa, mas tb até a Agata está se acostumando a pimenta daqui.
Em determinado momento, os tchecos, como os brasileiros, comecaram a jogar o jogo deles. Era a Petanka. O esquema era jogar a bola de prata grande mais perto de uma pedrinha vermelha. O que chegasse mais perto, ganhava. Eu e Leo jogamos. Eu terminei, inacreditavelmente,, em penultimo lugar. Léo, terminou em segundo, jogando com mais seis pessoas, isolando as bolas dos outros, na maldade, para beeeem longe da pedrinha vermelha. É o jeitinho brasileiro. Esses na foto sao Matouš, agachado, e Jonaš.

Do Léo, afinal de contas, esse foi o unico momento de glória. Comeu as quatro ou cinco ou seis horas que durou o churrasco, porque nao conseguiu falar com ninguem. Só se comunicou com um bebe que andou por lá.

Mamae, tagareleu em tcheco com todo mundo, e acabou descobrindo que os tchecos tb assaltam a mao armada, e outros detalhes que ela só lembra de nos contar de seis em seis anos, quase como uma aurora boreal. Eu, conversei tanto em ingles com os poucos que falavam ingles, que tive até o desprazer de entender, em tcheco, que um guri me chamou de faladeira. E Agata, por sua vez, deu ordens em Agates para um bebe tcheco.

Como amanha o dia é com a família, escolhemos bem o roteiro do nosso ultimo dia passeando pela cidade.
Passamos a manha na Karlův Most.

E a tarde em um Parque enorme chamado Stomovka, mais ao norte de Praga. O lugar, além de enorme, era lindo, com rios, lagos e flores.

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